quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dona Inês - Campista

Avistei um lobo guará idêntico a esse cruzando a estrada após a D.Inês


Acordei lá pelas 05:00 h e como de costume tomei um banho para despertar. Uma das coisas que deixava o Pedro irritado era o meu banho matinal. Ele jurava não entender porque que alguém que tomou banho à noite e logo foi dormir tinha que tomar outro banho pela manhã. "O cabra ainda tá limpinho de manhã" dizia ele. Aí eu tinha que explicar que não era pelo fato da pessoa estar suja, o banho matinal meio frio tinha o poder de despertar e dar um novo ânimo para a longa jornada diária. E naquele momento pude perceber o quanto era bom se arrumar sem ter ninguém pressionando. Tomei café com a Dona Inês e aproveitei para levar os docinhos de leite e a broa na folha de bananeira. Por onde eu passava ia enchendo o alforge de coisas. O Seu Zé já estava lá no alto da estrada com a picareta na mão sempre acompanhado do seu fiel companheiro Pelé.

Me despedi da Dona Inês e fui embora. O que vinha pela frente não era muito animador. Pelo menos era o que todo mundo falava. Eu preferi nem subir na bike, fui andando e contemplando aquela vista maravilhosa. Um pouco mais a frente encontrei com Seu Zé. Ele estava abrindo um caminho novo. Eu nem acreditei que fazia aquilo com uma simples picareta. Esse povo da roça tem muita força de vontade e não tem medo de trabalho. Lhe dei um abraço e agradeci pela hospitalidade. Antes de prosseguir tirei uma foto dos dois e ainda dei um abraço no Pelé. O Seu Zé achou a cena meio estranha mas apenas sorriu e acenou com a mão. Cruzei algumas porteiras e no ponto mais alto da estrada parei para apreciar a vista. Só quem subiu a estrada da Dona Inês sabe o que eu estou falando. Lá de cima a visão é privilegiada. Ao longe avistei um pequeno aglomerado de casas de tamanho diminuto, pareciam até miniaturas. Era a cidade de Luminosa, cercada de montanhas. Também era possível ver o desenho da estrada que havia percorrido, igual um risco feito no papel. Ainda observei as bananeiras do sítio da Dona Inês e a enorme formação rochosa atrás da propriedade. Sem dúvida nenhuma, um dos lugares mais lindos do Caminho da Fé.

Guardei a máquina fotográfica, peguei a bike e fui andando morro acima. Se não me engano seriam mais 16 Km de subida. A partir daquele ponto estava para acontecer a cena mais emocionante de toda a viagem. Eu seguia tranquilo pela estrada passando perto de um bambuzal. Estava tranquilo e com a mente vagando em pensamentos dispersos. De repente, vi alguma coisa cruzando a estrada. Parecia um cachorro Chow Chow, aquele da língua roxa. Mas não podia ser, era muito magro e com patas compridas. Olhei mais uma vez, agora com toda a atenção do mundo e não tive dúvidas. Era um lobo guará. Tinha mais ou menos 1,20m com pelagem marrom avermelhada no dorso, as patas eram compridas e de cor preta. Embora estivesse com a máquina no pulso não tive tempo para fotografar. A imagem acima que ilustra o post é apenas uma referência ao animal e foi retirada da internet. Esse tipo lobo ao contrário de outras espécies não forma alcatéias, preferem a vida solitária. Formam o casal apenas nas épocas de acasalamento. Também não tem como hábito atacar seres humanos e procuram se alimentar de pequenos roedores, aves e frutos silvestres. Se eu tivesse pesquisado essas informações com antecedência talvez não teria ficado com tanto receio. Na noite anterior, o Seu Zé já havia me alertado que haviam lobos na região. Ele mesmo já tinha visto alguns, mas a uma distância bem longa. 

Segui pela estrada com um olho a frente e outro atrás. Qualquer barulho diferente eu já ficava em alerta. Os piores momentos eram quando atravessa as matas fechadas. Eu procurava andar mais rápido nesses pontos e chegar logo numa clareira. Não adianta, quando estamos sozinhos o medo é muito maior do que quando estamos acompanhados. A presença de um companheiro que seja, já traz mais segurança. Em nenhum momento eu havia conseguido subir na bicicleta. Já fazia mais de 3 horas que caminhava e apenas empurrava a minha companheira. Quando cheguei no asfalto pude constatar que estava com problemas no câmbio. Dali até a Barão Montês foi rápido. Finalmente apareceu uma ladeira e já exausto montei na bicicleta e fui embalado até a entrada da pousada Barão Montês.



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Dona Inês-Pousada Barão Montês

A Dona Inês e o Seu Zé estavam lá na porteira me esperando. Não só eles como também o Pelé, um pastor preto belga. Fui recebido com um abraço e com uma caneca d'água. D.Inês estava acabando de fazer um doce de leite e meu deu a panela pra raspar. Me esbaldei...A noite depois da janta pude contemplar o céu limpinho forrado de estrelas. Posso demorar um ano para terminar o caminho, mas não perco essas oportunidades...Fui dormir feliz!!!

De manhã nos despedimos e pé na estrada rumo à Campista. Pouco depois da 2ª porteira fui mais uma vez presenteado em Luminosa, a 1ª foi com céu estrelado da noite anterior. Avistei a 100 metros de distância um lobo guará cruzando a estrada. A princípio pensei ser um chow chow, mas as pernas compridas não me enganaram

continua...

E o Seu Zé me disse que já havia avistado o lobo semanas atrás...Ele cruzou a estrada e seguiu em direção a um bambuzal onde ouvi barulho de água escoando. Subi a serra meio cabreiro, olhando pra trás toda hora. É a primeira vez que vi um animal silvestre em liberdade na natureza. Uma mistura de medo e emoção tomaram conta de mim. No restante do trajeto não vi mais nada, a não ser a transformação da paisagem. Primeiro os bananais nos arredores da D.Inês, passando pelas pastagens e depois os pinheirais quase chegando no asfalto. 

A chegada na Barão Montês foi tranquila. O Márcio estava atendendo dois turistas e logo veio falar comigo. O lugar é surpreendente, em todos os sentidos...




Fotos



Nascente de água no alto do morro após o sítio da D.Inês

Formação rochosa

Cidade de Luminosa lá embaixo

Seu Zé e seu fiel companheiro Pelé

Subindo a estrada, são 16 Km até o asfalto

Uma das muitas paradas para descanso

Naquela estradinha antes dos Pinheirais avistei o lobo

A essa altura eu já estava cabreiro achando que o lobo me seguia

Placa indicativa de quilometragem. Agora só faltam 100 Km

Caminho por entre os Pinheiros

Em muitos pontos a mata se torna fechada

Chegando no asfalto

Campos para esquerda e São Bento do Sapucaí a direita

Entrada do Eco Paque

Estrada a direita em direção à Pedra do Baú

Chegando na Pousada Barão Montês

sábado, 10 de novembro de 2012

Paraisópolis - Luminosa (Dona Inês)

Porteira na entrada da Hospedaria da Vó Maria


Fui embora de Paraisópolis emocionado. Foram muitos acontecimentos marcantes. Estar de volta à cidade após 15 anos, reencontrar os tios do meu amigo, saber por eles da morte da Dona Cida (mãe do meu amigo) ocorrida há 3 meses, a amizade da Jandira e o flash back que me veio à cabeça ao andar por cada rua da cidade. Alegrias, tristezas e lembranças. Assim foi a minha passagem por Paraisópolis. Antes de partir, tomei um café da manhã maravilhoso. A Jandira faz um iogurte caseiro com mel que é uma delícia, acrescentei granola e me esbaldei. Tinha bolo, pão de queijo, geléia e queijo fresco. Tudo o que eu gosto. Me despedi da querida amiga Jandira e do pessoal da pousada e fui em direção à Luminosa.

Pelo caminho fui pensando em um monte de coisas. O livro de visitas do Caminho da Fé me surpreendeu. Muitas mensagens de incentivo e apoio. Me senti até famoso por um instante. E ainda mais eu que sou avesso a esse tipo de coisa. O carinho e a energia positiva das pessoas me traziam ânimo e motivação e através disso eu sabia que jamais estaria sozinho. Vocês não fazem ideia o quanto essa energia é poderosa. Passei pela pousada Casa da Fazenda e embora quisesse ter parado, segui em frente. Nesse dia o tempo estava nublado e o calor não era tão sufocante quanto nos outros dias. Um pouco mais a frente avistei uma placa indicando 300 metros para a Hospedaria da Vó Maria. Achei estranho, pois a indicação não coincidia com a marcação do guia do Olinto. E, realmente pude perceber ao longo da estrada que a placa estava completamente errada. Andei mais de 3 Km para chegar ao bairro do Cantagalo e depois à entrada da Hospedaria. Era hora de almoço e resolvi parar para descansar. Fui recebido pelo Rogério e pela Lúcia. A comida estava sendo preparada no fogão à lenha. A Lucia me informou que uma equipe de médicas e enfermeiras iriam chegar para o almoço. Eles faziam parte de um programa da prefeitura que visitava a zona rural a cada 15 dias oferecendo atendimento básico aos moradores.

Aproveitei a ocasião para conhecer as instalações do sítio. Para quem gosta de acampar tem uma área gramada que é uma beleza. Enquanto o Rogério tratava da criação fui fazendo perguntas e observando o seu trabalho. Quando a equipe chegou fui gentilmente convidado para almoçar com eles. Ficaram admirados com a minha coragem em viajar sozinho e ainda mais pela distância, pelo ponto de onde havia saído. Mostrei a minha credencial e os lugares por onde havia passado. Foi duro convencê-los que eu realmente havia começado a peregrinação em São Carlos. A Lúcia e o Rogério foram os meus advogados de defesa. Risos. Assim que o pessoal foi embora eu saí em seguida. Me despedi do simpático casal e rumei com destino à Luminosa. O caminho até a pequena cidade foi mais que tranquilo, ainda mais com uma agradável descida antes da chegada. Passei por Luminosa sem parar, estava ansioso para chegar logo na Dona Inês.

A pousada fica a 4 Km da cidade. A subida íngreme e a estrada ruim  me deu a impressão da distância ser maior. Nesse trecho eu só empurrei a bike morro acima, pedalar nem pensar. Cheguei na Dona Inês por volta das 16:00 h. Ela estava preparando um doce de leite. Me cumprimentou e meu deu a panela pra raspar. É uma pessoa extremamente serena, fala mansa e gestos delicados. O seu marido chegou logo em seguida. O Seu José vinha acompanhado do Pelé, um pastor belga preto. Pra onde ele vai o Pelé o acompanha, um fiel companheiro. O sítio fica no alto do morro. A vista é simplesmente deslumbrante. Pra onde se olha, se vê aquele mar de montanhas e vales. Por ficar num lugar de grande exuberância e beleza o fluxo de peregrinos não pára de crescer. Dona Inês me falou que o Caminho da Fé foi uma benção na vida de todos eles. Quando não tem peregrino hospedado por lá, todos sentem muita falta. No começo do CF a Dona Inês só servia café aos caminhantes e oferecia os doces e bolos feitos no próprio sítio. Depois com aumento do movimento resolveu construir um quarto com banheiro. Atualmente já está com planos de construir um novo cômodo para os peregrinos.

Toda a região é cercada por plantação de bananas. E todas de uma única espécie, a prata. Por onde a vista alcança é possível avistar as bananeiras. O Seu Zé tem saúde e fôlego de menino, pois não é fácil percorrer a plantação, principalmente nas áreas mais afastadas e íngremes. Estar ali era mais uma oportunidade de contemplar a mãe natureza. Fui embora muito mais feliz do que quando cheguei. O caminho por si só se encarrega de nos encher de esperança, motivação e fé.


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Paraisópolis-Hospedaria Vó Maria

Saí da Pousada da Praça com aperto no coração, a Jandira é uma pessoa maravilhosa. Conversamos durante muito tempo na noite anterior e pude lhe contar muitas histórias do caminho e o porquê da minha peregrinação. Um beijo grande, Jandira.

O percurso até a Vó Maria foi um pouco cansativo, tem uma placa indicando 300 metros mas andei mais de 2Km até finalmente chegar no bairro do Cantagalo. Almocei por lá e a recepção foi 10. É um ótimo lugar pra quem gosta de camping, tem um gramadão bem legal para armar as barracas.

Hospedaria Vó Maria-Dona Inês

Depois do almoço segui rumo à pousada da Dona Inês. Pedalar depois de almoçar é sempre complicado pra mim, principalmente quando vem uma subidinha pela frente...Depois de alguns quilômetros vem a recompensa. A descida até Luminosa é um alívio para as pernas e um colírio para os olhos. É só soltar os freios e apreciar a paisagem. 

Chegando em Luminosa, uma vilinha pequena e pacata, resolvi ir direto pra Dona Inês parando apenas para tirar algumas fotos da igreja. A subida de 4Km até a pousada foi dura, a máquina estava arrumando a estrada, o que a deixou muito fofa. Empurrar a bike nessas condições foi bem cansativo. No final, cheguei a tempo de apreciar o por do sol. Magnífico!!!



Fotos

Pousada Casa da Fazenda

Nunca estamos sozinhos no Caminho da Fé

Vista da região antes do bairro Cantagalo

Dois porquinhos se divertindo na lama

Faltam 120 Km

Cachoeira. Moradores informaram que não é própria pra banho

Chegando ao bairro do Cantagalo

Igreja

Hospedaria da Vó Maria. Local muito agradável...

Ao fundo já é possível avistar Luminosa

Preferi descer da bike e aproveitei para tirar uma foto

Igreja antes de chegar no centro da cidade

Igreja de Luminosa

Quase no alto do morro está a pousada da dona Inês

Plantação de banana prata
N

Chegando no sítio...

Entrada

Uma gruta com imagens católicas

Pelé tomando conta da minha bike



domingo, 4 de novembro de 2012

Paraisópolis

Pátio interno da Pousada da Praça


Estar em Paraisópolis novamente após 15 anos foi uma grande emoção. Eu recordei o tempo de adolescência, dos 14 aos 20 anos. Naquela época eu tinha um grande amigo cujos pais compraram um pequeno sítio na área rural. Praticamente uma vez por mês a gente pegava o ônibus no terminal do Tietê na sexta-feira e só voltávamos no domingo à noite para São Paulo. Carnaval, então, nem se fala...não perdíamos nenhum. O mais gostoso que me lembro era a nossa caminhada noturna do sítio até a cidade. A distância era de pelo menos 7 Km. Juntava toda a garotada da região e íamos todos juntos até o centro. A caminhada demorava pelo menos 2 horas e meia. Passávamos a noite na cidade nos divertindo e um pouco depois da meia noite voltávamos pro sítio. A escuridão era total. Só era possível ver alguma coisa em noites de lua cheia. E o que não faltavam eram as histórias de assombração que os tios do meu amigo contavam. Um desses tios chegava até a ficar na beira da estrada nos espreitando. Ele colocava um chapéu e uma capa preta e ficava num ponto esperando para nos assustar. Vínhamos aterrorizados e ninguém ousava se afastar do grupo. Apesar do medo, a gente se divertia bastante.

Quando cruzei a praça que circunda a igreja todo o filme dáquela época veio à minha mente. Em poucos segundos pude reviver a magia dos tempos de rapazote. Lembrei das namoradas e das voltinhas ao redor do coreto. Me perguntei: "Como estariam hoje? Casadas ?...com filhos ?...Será que ainda estariam bonitas?" Perdido em devaneios fui seguindo em direção à pousada da Praça. O local me surpreendeu em todos os sentidos. Um casarão antigo com portas e janelas cuidadosamente envernizadas. A fachada pintada num marrom tom sobre tom com detalhes em branco. A parte interna decorada com um jardim colorido e harmonioso. E a decoração com móveis rústicos de muito bom gosto. Tudo combinando perfeitamente. Fui recebido pela Jandira, um amor de pessoa. O Maurão de Inconfidentes já havia me recomendado. Eu tinha planos de pernoitar no bairro do Cantagalo mas não me arrependi por nenhum segundo ter ficado por ali.

No dia seguinte o Tim e a Marílis acordaram cedo e seguiram até Luminosa. Eu resolvi ficar. Eu tinha uma missão a cumprir: Encontrar os tios do meu amigo, 15 anos depois...Será que ainda estavam vivos? Será que moravam no mesmo lugar? Será que iriam lembrar de mim? Era para responder a essas perguntas que resolvi procurá-los. Peguei a minha bicicleta e fui em direção ao sítio. Saindo do centro, desci por uma ladeira íngreme e logo notei que a antiga fábrica da Vigor não estava mais ali. A imensa área ocupada pela empresa estava toda abandonada. Notei também que a rua que dava acesso à rodovia estava asfaltada, naquela época a rua ainda era de terra e quando chovia era um lamaceiro só. Logo que entrei na rodovia atravessei a ponte sobre o rio Sapucaí-Mirim e entrei à esquerda. A fábrica de polvilho ainda estava funcionando e no mesmo lugar de antes. A partir dali era mais ou menos 3 Km. A medida que a propriedade se aproximava, eu ía ficando tenso. O que me esperaria? Depois de alguns minutos de pedalada eu avistei a porteira do lado esquerdo da estrada. Inconfundível. Mesmo depois de tanto tempo eu ainda tinha uma visão perfeita do local. Bati palmas. Os cachorros anunciaram a minha chegada. Ao fundo ouvi o rádio ligado. Ninguém saiu. Bati palmas novamente e dessa vez gritei: "Ôooo de casa!!!" Os cachorros tornaram a latir, dessa vez mais alto. Será que não tinha ninguém? Impossível, o rádio estava ligado...Foi quando eu vi um senhor se aproximando da porteira. Era o Tio Zé!!! Parece que ele tinha envelhecido apenas 5 anos nos 15 em que não o via. A princípio ele não me reconheceu mas quando falei meu nome aí ele lembrou na hora. "Meu Deus!!! O cê por aqui..." Me abraçou e foi correndo contar a novidade para a Tia Tiana. - Ô Tiana, se num sabe quem tá aqui! É o Crispim, amigo do Nenê. A Tia largou o feijão no fogo e veio ver se era verdade...Foi um encontro emocionante!!! Nos abraçamos e nesse momento não pude deixar de me desculpar pela longa ausência... Conversamos durante toda a manhã e acabei ficando para o almoço. Não deixei a Tia matar a galinha para servir de refeição, disse que preferia matar o pintinho que ainda não havia nascido. Um ovinho caipira com arroz e feijão fresquinhos era tudo o que eu queria. Não precisava de mais nada. O Tio Zé ainda me presenteou com uma cervejinha estupidamente gelada, que tomei em três goladas. Estar ali com eles no meio do Caminho da Fé era uma benção de Deus. Depois do almoço tomei um cafézinho e me despedi. Anotei o número do telefone (agora no sítio tinha telefone, santo progresso...) e prometi voltar no próximo ano. Fui embora extremamente feliz e gratificado, pois a minha missão havia sido cumprida.

À noite, conversei durante muito tempo com a Jandira. Conversamos de tudo um pouco, e me senti extremamente a vontade para fazer  algumas confissões. Falei do meu encontro com os tios do meu amigo. Infelizmente fiquei sabendo que sua mãe havia falecido há três meses. Mesmo morando em bairros vizinhos havíamos perdido o contato há muito tempo. A vida na cidade grande é muito diferente da vida no campo, precisei viajar 400 Km para conseguir retomar o contato. O CF ía providenciando os seus milagres. Como falei anteriormente, a própria conversa com a Jandira foi algo inexplicável. Parecia que eu estava confidenciando com uma amiga de muitos anos. Essas coisas acho que só acontecem no Caminho da Fé. Muito obrigado Jandira pela amizade e pelo carinho com que me recebeste. Ficarei eternamente grato. Na manhã seguinte, eu já estava pronto e renovado para continuar a minha caminhada...


Recado 5906


Descanso em Paraisópolis

É isso aí, amanhã vou passear pela cidade e provavelmente seguirei só na 4ªfeira...

Um agradecimento especial aos amigos:

Gesualdo/Mogi Guaçu
Alison/São Carlos
Wagner/Ribeirão Preto
Mario/Águas da Prata
Tiago/Ribeirão Preto
Ednaldo/Salvador
Carlão/Natal

Até a próxima cidade...




Recado 5907
Rogério Ferraro de Araras/SP

para Crispim.
Venho acompanhando sua peregrinação de bike,e fico muito contente por ver sua superação e força de vontade,é isso aí mesmo,o CF,é maravilhoso ,a cada momento nos trás sentimentos que somente quem já o trilhou consegue mensurar.
Um grande e fraternal abraço.Que DEUS,e Nossa Senhora o proteja.Amém.



Recado 5908
Maria Luiza de Araras/SP

Olá Crispim!
Estou na torcida por vc tbm. Fiz o CF em 2010,é inesquecível!Um lugar que marcou muito foi a pousada da D.Ines. A vista é deslumbrante e o céu estrelado simplesmente inesquecível! Talvez seja sua próxima parada.Aproveite a beleza do lugar! Que Nossa Mãe o acompanhe !!
Abraços.



Recado 5909
Branca Fonseca de São Paulo/SP

Para o meu grande AMOR Crispim,
Cada dia que passa, me surpreendo com sua fé e força de vontade para realizar seus desejos, acompanho seus relatos e fico na expectativa pela sua chegada em nossa casa. Força amor, agora falta pouco!!! Estamos todos te esperando e morrendo de saudades. Com carinho, Branca Fonseca, Serginho, José Tobias, Valentina e Kikinha



Recado 5910
Alison de São Carlos/SP

vai Crispim!!! Falta pouco pra chegar la!!!


Recado 5911
Pedro Lourenço de Piracicaba/SP

.....Acelera Crispim, estamos com você, ande por nós, logo,logo, estaras aos pés de N.Senhora e serás abençoado!


Recado 5912
Miro de São Carlos/SP

Olá Pelegrinos!!! esta chegando a hora....dia 08/09 estaremos partindo de São Carlos pela primeira vez no caminho da fé. Alison voce vai com a gente?
Camila Rondom de Campo Grande, estamos esperando por voce tambem.
A Dona Ilda de Tupâssi-Pr.conto com as suas Orações pois sempre nos deu muita força. agradeço infinitamente.

Crispim, sem te conhecer, mas já estou te admirando pela tua luta nestas pedaladas, vai com fé que voce chega lá; em breve é eu que estarei neste mesmo dilema. é pra isso que vivemos, e os desafios faz parte da vida.
Abraços.
MIro



Recado 5915
Maurão de Inconfidentes/SP

É isso ai meu amigo Crispim,vc viu aquele ditado que de grão em grão a galinha enche o papo,vc de pedalada em pedalada vai chegar na casa da Mãe se Deus quiser.Agora falta pouco administra bem seu cronograma que está quase lá.Vai c/ Deus e nossa Mãe Maria Santissima.Maurão,Inconfidentes.


Recado 5916
Gesualdo de Mogi Guaçu/SP

Para Crispim
Falta muito pouco, vc deve estar descansando na pousada maravilhosa de Luminosa da Dona Ditinha e do Sr. João. Aguenta porque agora falta praticamente somente a serra da luminosa. Aconselho subir acompanhado se possível e leve algum suprimento energético. 

GRANDE ABRAÇO!



Recado 5924
Igor Magrini de Santa Bárbara D'Oeste/SP

Saudações peregrinas...tenho acompanhado os relatos do Crispin, e é impossível não simpatizar com sua peregrinação e desejar sorte além de incluí-lo nas nossas orações. Já fiz o CF 2 vezes a pé, e de fato não é fácil, mas é recompensador. Quando vc adentrar a Basílica vai entender o que dissemos, pois é algo tão intenso que não se explica. Fé e Força meu caro! to aqui torcendo por vc....acelera que falta pouco. Não deixe de passar na pousada da D. Inês (km 106), e muito menos no Márcio (km 93)..são pessoas que nos inspiram e nos fortalecem. Em campos do jordão vc se sentirá em casa tamanha é bondade e receptividade do edson, marilda e bianca. Vai lá, estamos acompanhando sua "batalha"..abs


Recado 5925
Ednaldo de Salvador/BA

Grande amigo Crispim!

Falta pouco para chegar no Santuário Sagrado da nossa Querida Mãe Aparecida.
A torcida daqui de Salvador é forte, temos o mesmo sentimento da nossa amiga Branca Fonseca, a certeza do seu sucesso e de todos os demais peregrinos nessa Caminhada de Fé e Amor".

"Pé nos pedais" e boa sorte sempre.

Ednaldo, Marlene e Paulinha.

E.t: York manda um "au! au!" para voces.



Recado 5927
Cristina de Ribeirão Preto/SP

Crispim,estou te acompanhando desde de São Carlos ,voce não errou em nada tudo é aprendizado.Muitos te acompanham por voce ser puro de coração,este é o verdadeiro cicloturismo ,boa sorte.


Fotos

Fachada da Pousada da Praça

Jardim da área interna

Janelas com floreiras

As plantas combinam com o estilo rústico

Vista da cidade a partir do 2º andar da pousada

Área superior em reforma

Mesas e cadeiras coloridas na área do café


Móvel rústico

Fábrica de polvilho

Fazenda nas proximidades do sítio

Chegando no sítio da Tia Tiana e Tio Zé

Parte lateral da casa

Arroz, feijão e ovinho caipira feitos no fogão à lenha. Uma delícia!

Praça da igreja e Hotel Central ao fundo

Fachada da igreja matriz





 
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